Desculpa a ausência aqui no blog, pois estou com muitos trabalhos.
Acompanhem mais no www.meionorte.com/mauricio
Abraços a todos
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 23 de junho de 2009
Sobre acreditar nas pessoas, sobre acreditar em si
Outro dia, já na última semana de aula do semetre, indo eu de ônibus pro ceut, comecei a pensar em quantas vezes sabe-se lá a cena já tinha se repetido. Eu ali, dentro de um ônibus, em direção a um lugar, correndo atrás de conhecimento, e mais e mais conhecimento. Antes, pra poder fazer uma leitura do mundo, depois pra passar no vestibular, e agora não mais do que para conseguir uma formação superior que já nem vai valer mesmo de tanta coisa.
Aí eu lembrei de todas as vezes em que madruguei para ir pra escola. Quando meus pais se separaram, e minha mãe não sabia dirigir, não teve outra: tivemos que aprender todas as linhas de ônibus que passavam pelo nosso apartamento. E acho que nem mesmo a minha mãe já tinha pego um ônibus um dia. Mas enfim, íamos nós duas lá naquela superlotação até chegar próximo ao meu colégio que ficava ainda a 7 quarteirões do trabalho da minha mãe. Mas ela, entretanto sempre saltava do ônibus ali comigo naquele ponto, pra me acompanhar até a escola, porque tinha medo que eu atravessasse a avenida sozinha.
Aconteceu que começamos a encontrar dentro daquele ônibus sempre nos mesmo horário, uma das professoras da escola em que eu estudava, que nem era a da minha turma, mas nos indentificávamos pela farda. Ai conversa vai, conversa vem, ela se oferecia todas as manhãs pra me acompanhar até o colégio, evitando assim aquela caminhada matinal de minha mãe. E então um simples ato que nem custava mesmo tanto esforço deve ter causado um alívio enorme pra minha mãe, que passou a saltar do ônibus só quase 10 quarteirões à frente.
No caminho para a escola eu e a professora conversávamos sobre os mais diversos assuntos. Geralmente interesses, família, convívio, e desempenho escolar. Não sei porque motivo ela depositava tanta confiança em mim. Talvez acreditasse um dia que aquela caminhada me acompanhando à escola era, sabe-se lá porque, uma espécie de investimento. Ou talvez, nem fizesse idéia de que um dia eu viraria gente de verdade, e tentava apenas poupar o trabalho de uma senhora no ônibus. - E minha mãe nem era uma senhooora, na verdade -.
Pois bem. Esse meu trabalho final do período de rádio da faculdade, quero dedicar de já as pessoas que, por algum motivo ou sem motivo algum acreditaram em mim um dia e ajudaram da maneira que encontraram. Fosse indo comigo as entrevistas, emprestando algum material, pagando uma cerveja pela espera, mandando links de material pra pesquisa, fornecendo números para contatos, dando idéia e sugestões, conversando horas no telefones sobre o procedimento das entrevistas e o tema escolhido, mandando msg no meio da madrugada e dizendo que "tudo ia dar certo", tirando dúvidas na sala de aula e dizendo que cobrava mais caro por aula particular, se oferecendo pra fazer a locução, ou simplesmente - há uns 10 anos atrás - se oferecendo pra me acompanhar até a escola. E é claro, a minha mãe também, que adquiriu alguns bons calos nos pés pela longa caminhada.
Agradeço também à disposição do Américo - professor de rádio - em responder meus emails e tentar com muita paciência me mostrar que é muito difícil distinguir temperamento forte com arrogância e que orgulho ferido não leva a muita coisa não. Pode não parecer, mas levo muito a sério os conselhos dele como mestre, embora na maioria das vezes eu não consiga seguir. Fico grata também pelas pessoas que me fizeram raiva e me chatearam até o último minuto. Isso me trouxe novas experiências, me testanto e provando a minha capacidade de construir algo sozinha.
E além dos agradecimentos, deixo aqui também um enorme parabéns as outras pessoas da minha turma, que conseguiram superar as dificuldades e os atritos e levar a produção de seus docs. em diante, produzindo alguns materiais realmente bons e tendo a capacidade de ouvir, elogiar, criticar e sobretudo respeitar o trabalho dos colegas. Porque eu acho que isso é característica dos formadores de opinião que futuramente seremos, quer queira ou não queira o STF. Àqueles que por algum minuto tiveram a miudez de enfrentar aquilo como nada mais que um trabalho qualquer pra pular pro próximo período do curso, eu só sinceramente lamento. Porque a mediocridade humana chega a me espantar. Você pode negar que tenham pessoas mais capazes que você durante o período de faculdade, mas o mundo real é lá fora, e aí, meu amigo, não vai dar mais pra enganar a si mesmo.
E eu tirei a nota máxima por que sou melhor que alguém ali? Absolutamente não. Mas talvez eu tenha mais interesse em fazer bem as coisas que levarão meu nome, minha assinatura, minha marca. E talvez também, quem sabe, aquela professora já tivesse percebido isso em mim naquele tempo, no caminho pra escola.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Segurança Insegura
Segunda-feira, dia 15 de junho, a mais ou menos umas 21h, chegaram três policiais do RONE (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) pra fazer uma abordagem de costume com alguns skatistas que estavam presentes na Praça Ocílio Lago. Só que isso passou dos limites quando um dos policiais despreparados "do nada" derrubou um dos jovens e começou a agredir com chutes e socos, sem nenhuma justificativa. Achando isso pouco, algemou o skatista e levou-o preso, sendo que o mesmo é de menor. Acho que "despreparado" é um adjetivo bem leve que podemos dar a um individuo que pratica esse tipo de coisa, e ainda faz parte da comunidade que tenta trazer a segurança aos cidadãos. Acho que não, pois hoje ele foi altamente infeliz ao fazer o ato de injustiça, abuso, erro, tristeza e tantos outros termos tristes que podemos usar nesse caso bem horrível. Queremos justiça e mais uma vez a polícia agiu erroneamente contra pessoas que trazem paz e muita tranquilidade para a população que habita os arredores da Praça Ocílio Lago (Praça do Skate). Qual justificativa eles têm para levarem preso um skatista de menor e além de tudo, depois de tanta agressão, algemarem ele, o que pelo Estatuto da Criança e Adolescente é proibido?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Cidade Perdida
Mais ou menos uns 600 Km.
É essa a distância de Teresina para a cidade do Maranhão chamada longamente de Governador Nunes Freire. Me convidei pra ir junto com meu primo, que iria dar uma aula para o Curso de Pós-Graduação da FACEMA na tal cidade. Ele achou muito bom, já que não tinha (muita) noção da distância, faria companhia e revezaria no volante. E até casou certim, porque adoro viajar, me deslocar, estar em espaços fora do tempo e do cotidiano, pensar, refletir, ver novas pessoas, novas comunidades, novos costumes. Mesmo que seja para os confins do mundo como essa bendita cidade do Maranhão onde fomos em busca do desconhecido.
Saímos no sábado pela manhã umas 10h, e chegamos lá por volta das 17:30, embaixo de muita água. Mas muuuita água. Não é a tôa que estávamos há 60Km da fronteira com o Pará. A cidade, assim como as outras 17 que passamos, é bem ao estilo de passagem (o invisível leitor do meu blog se pergunta. Mas o que ser isso?) De passagem porque são criadas a partir da BR. Na BR é onde estão as principais lojas, restaurantes, hospitais, hotéis, praça e tudo, praticamente tudo é vinculado à BR, onde passam diariamente centenas de caminhões indo e vindo do Pará. De passagem porque ao conversar com as pessoas, quase não encontrei ninguém que morasse lá há muito tempo. As pessoas estão sempre em movimento. Indo embora, voltando, partindo. Falta muito aquele ar família da cidade, aqueles passeios em familia, pizzarias em família e etc.
O que me impressionou também é a quantidade de mulheres com filhos. A média é de 2 filhos para cada mulher com mais de 19 anos. Andando pela cidade nota-se o porque desses vários filhos. A maioria dos 'pais' são caminhoneiros. Caminhoneiros que estão de passagem pela cidade. As mulheres sem muita perspectiva de vida sentem-se atraídas por esses viajantes da vida, viajantes do mundo e se iludem facilmente com as falsas esperanças de construir família e sair daquele lugar. O que não ocorre.
Governador Nunes Freire é uma cidade estranha. Uma cidade pequena mas com um ar pesado, uma cidade sem compromisso, sem perspectiva...........

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Samba no pé e água na cabeça.
Por volta das sete e meia da noite vários carros chegavam dos bairros da cidade trazendo os foliões para a primeira noite de carnaval em Teresina. Vinham do Saci, do Mocambinho, do Itararé, Parque Piauí e diversos outros lugares com a finalidade única de sacudirem o corpo e as latas de cerveja pelos ares ao som do desfile das escolas de Samba. A primeira impressão que se tem quando se põe o pé na Avenida Marechal Castelo Branco é de que o rio Poty tomou conta do lugar, tudo devido à grande quantidade de lama que escorre pela passarela dos sambistas, um problema que os órgãos públicos já deveriam ter resolvido, assim como as arquibancadas descobertas que ficam ao léu, ao vento e, ano após ano, à chuva.
Apesar dos pesares dava para sentir nos olhos e ouvidos a exaltação na avenida. Uma algazarra de crianças misturada ao toque das baterias e à gritaria dos vendedores ambulantes. Soma-se a isso uma queda de energia que todo ano participa ativamente do evento. Mas quero deixar aqui um lembrete de afeto a todos que acreditam que esse carnaval pode, um dia quem sabe, ser melhor.
A começar quero destacar aqui os esforços dos sambistas e de todos aqueles que participaram do desfile; meus cumprimentos aos seguranças que estavam cumprindo dever no local; um abraço para a tia Joana do cachorro-quente (o melhor da cidade); um agradecimento aos amigos da limpeza que preparam a avenida para que outros venham sujar no dia seguinte; uma reclamação ao vendedor de bebidas que estava vendendo uma garrafa de água mineral (500ml) a dois reais; e por fim queria dizer que não tiro o chapéu, ou melhor, a fantasia para a polêmica midiática do dia, que diz respeito à declaração do nosso prefeito de que o carnaval seria mais interessante se fosse o desfile acompanhando trios elétricos. Acho que o prefeito sabe melhor do que ninguém que o problema é de outra natureza, e mesmo não sendo freqüentador de carterinha dos carnavais, prefiro os carros alegórico, ainda que feitos de isopor e lona.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pela sua partida
Um marimbondo hoje, logo cedo, pela manhã, se desgarrou de nossas terras.
E, é triste a dor do parto, mas coisas novas precisam nascer, crescer, produzir. Como marimbondo que é marimbondo é sedento por novidades, o idealizador deste projeto quase embalsamado bateu as asas e se mandou, levando pouca coisa e bastante saudade, acredito. Ou não.
Tomei a liberdade, de metida que sou -somos- de vir até aqui e escrever este singelo poste ressurgindo a caixa de voadores das cinzas, e em nome de todos aqueles que se denominam marimbondos em ação, desejar todas aquelas coisas boas que se desejam pra quem parte, com o coração na mão, é claro, mas com o desejo de que realmente nossa idéia seja levada a diante, a distante, bem pertinho, ali em sampa.
E, alguém já disse uma vez que as pessoas precisam partir pra que possamos nos dar conta do quanto representavam para nós.
Avante, marimbondo Juca!
Sorte sem parar.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Projeto "Bagasexta Cultural"
Na abertura do projeto, os alunos de Jornalismo mostrarão seu talento musical, acompanhados pelo violão do também aluno Emanuel Ramos. A cada sexta-feira, durante meia hora, um artista convidado concederá uma entrevista descontraída, entremeada por músicas, movimentando o início das aulas. Os alunos também poderão dar "canjas", seja tocando ou cantando.
Segundo o prof. Américo, "oportunamente esse projeto pode ser levado para o Espaço Cultural, funcionando como o embrião de um projeto cultural maior e que movimente alunos de todos os cursos desta IES. No início, os alunos do bloco de Rádio (5º C) vão se revesar na produção do programa, podendo acatar sugestões da comunidade universitária para atrações futuras. Qualquer aluno, professor ou funcionário, de qualquer curso, se quiser poderá solicitar um espaço para mostrar o seu trabalho. A idéia é que esses terão prioridade".
A ambientação do programa será feita pelos próprios alunos no melhor estilo "um banquinho e um violão", sem palco, bem próximo ao público. "O convidado utilizará um banquinho alto, assim como o apresentador. Haverá um pedestal para violão quando necessário, e a conversa será transmitida ao vivo pela Rádio Ceut", diz Américo.
Os interessados em participar do projeto deverão procurar os professores Américo Abreu e Sâmia Brito, na Coordenação de Comunicação Social do Ceut.





